segunda-feira, 5 de abril de 2010

PARA REFLETIR

O educador é a pessoa que ama as crianças, mas para ser um educador, não basta amar as crianças é preciso ter vontade de ensinar o mundo às crianças. Primeiro porque o mundo é muito divertido e as crianças ficarão elegres em aprender e em segundo lugar porque é preciso aprender o mundo para poder viver.

"O aprendido é o que fica depois que o esquecimento fez seu trabalho."
Rubens Alves

quinta-feira, 25 de março de 2010

Educador a melhor das Profissões


Sou advogada formada e atuante, muitas pessoas não sabem e as que passam a saber, me questionam dos motivos que me levam a continuar atuando como educadora de séries iniciais ou, como faço para conciliar as duas profissões.

Respondo que ambas as profissões exigem respeito, responsabilidade, dedicação, planejamento ... Todavia, o magistério me dá motivos especiais para continuar atuante. Senão vejamos:

Em que outra profissão poderias pôr laços no cabelo, fazer penteados inovadores e ver um desfile de moda todas as manhãs?

Onde te diriam todos os dias “És linda”?!!!

Em que outro trabalho te abraçariam para te dizerem o quanto te querem?

Em que outro lado te esquecerias das tuas tristezas para atender a tanto joelho esfolado, e coração afligido?

Onde receberias mais flores?

Onde mais poderias iniciar na escrita,
uma mãozinha que, quem sabe, um dia poderá escrever um livro?

Em que outro lugar receberias de presente um sorriso como este?

Em que outro lugar te fariam um retrato grátis através de um desenho?

Em que outro lugar as tuas palavras causariam tanta admiração?

Em que trabalho te receberiam de braços abertos depois de teres faltado um dia?
Onde poderias aprofundar os teus conhecimentos sobre bichos da seda, caracóis, formigas e borboletas?

Em que outro lugar derramarias lágrimas por ter que terminar um ano de relações tão felizes?


Sinto-me GRANDE

Trabalhando com pequenos

sábado, 20 de março de 2010

VIII SEMESTRE

Damos início este penúltimo semestre do curso de Pedagogia, a hora é chegada. Hora de provarmos que tudo que aprendemos valeu à pena. É a hora de pormos em prática nossos novos conhecimentos.

O momento é unir a experiência, a teoria, a prática, muita dedicação, afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico e, acima de tudo, o amor que temos pela profissão.

Vale lembrar as palavras do ilustre Paulo Freire:
“Lidamos com gente e não com coisas.”



Ser educador nos dias de hoje
Raquel Martins

Os nossos meninos não são os de antes…
Trocaram os brinquedos de madeira pelos sofisticados
brinquedos de luz e som, que só com o simples toque numa
tecla fazem aparecer o mundo fantástico da eletrônica.

As educadoras não são as de antes…
Fotocopiam, ampliam, colam papéis de texturas maravilhosas,
e reconstroem pegadas de animais pré-históricos só com o
simples ato de misturar água e gesso…

Mas há coisas que não mudam, que o tempo e os anos
respeitam… O olhar de uma criança de mão dada com o/a
seu/sua educador(a) e o contato silencioso, caloroso,
são sinais entranhados de um código único,
de um sentimento profundo de amizade.

Uma criança e o/a seu/sua educador(a)…são capazes de tudo.
Podem passar horas juntos escutando cantigas, resolvendo
problemas com carícias e pauzinhos ou simplesmente brincar
com a imaginação. Podem fazer as maiores invenções e tentar
salvar o mundo plantando uma árvore.

Não são as crianças de antes…
As educadoras e os educadores não são os de antes…
O mundo não é o de antes...

Mas há coisas que não mudam, a capacidade de
deslumbramento, a força da natureza, o olhar de uma
criança e o carinho de um(a) educador(a)
que se entrega sem condições, dia-a-dia,
que sonham e trabalham juntos por um mundo
melhor, com um código único, eterno, poderoso,
indestrutível: o de uma profunda amizade.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Segunda Proposta

Relacionando leitura do texto “Jovens e adultos como sujeitos do conhecimento e da aprendizagem”, de Marta Kohl de Oliveira, com as entrevistas com sete professores da EJA, realizadas pelo grupo, podemos destacar:

A educação de jovens e adultos envolve uma reflexão sobre as ações educativas dirigidas a um grupo de pessoas relativamente homogêneo no interior da diversidade de grupos culturais da sociedade contemporânea.

O jovem, incorporado ao território da antiga educação de adultos não é aquele com uma história de escolaridade regular, é considerado um excluído na escola, geralmente integrado aos cursos supletivos em fases mais adiantadas da escolaridade, com maiores chances de concluir o ensino fundamental ou mesmo o ensino médio. É ligado mais ao meio urbano, envolvido em atividades de trabalho e lazer mais ligados a sociedade letrada, escolarizada e urbana.

No entendimento dos professores entrevistados, o jovem da EJA é aquele que se encontra na faixa etária de 15 a 20 anos e o adulto dos 20 aos 65 anos de idade, o jovem que freqüenta a EJA é aquele que está necessitando concluir o ensino fundamental, pois não conseguiu fazê-lo no tempo hábil.
Já o adulto é um aluno comprometido com os estudos, está consciente do tempo que perdeu, participando das aulas como sendo uma necessidade, ou seja, o adulto também necessita dessa conclusão de estudos, pois o trabalho exige essa formação.

O adulto, no âmbito da educação de jovens e adultos, é geralmente o migrante que chega às grandes metrópoles, vindos de áreas rurais empobrecidas, filho de trabalhadores rurais não qualificados e com baixo nível de instrução escolar (muito freqüentemente analfabetos). O jovem, incorporado ao território da antiga educação de adultos não é aquele com uma história de escolaridade regular, é considerado um excluído na escola, geralmente integrado aos cursos supletivos em fases mais adiantadas da escolaridade, com maiores chances de concluir o ensino fundamental ou mesmo o ensino médio. É ligado mais ao meio urbano, envolvido em atividades de trabalho e lazer mais ligados a sociedade letrada, escolarizada e urbana.

Segundo Marta Kohl de Oliveira, o lugar social desses grupos pode ser definido em três campos: a condição de “não-crianças”, a condição de excluídos da escola (fracasso escolar, evasão e repetência, práticas de avaliação) e a condição de membros de determinados grupos culturais.

No entendimento da maioria dos professores entrevistados, os adultos são pessoas que pararam seus estudos há muito tempo, e em alguns casos, são aqueles que não puderam estudar anteriormente. Na grande maioria, trabalham durante o dia. O adulto em busca da alfabetização e os conhecimentos escolares, pois quando criança deixou a escola, para ajudar seus pais na despesa da casa, foram trabalhar, melhor especificando a maior parte dos professores considera a condição de membros de determinados grupos culturais como sendo o lugar social dos educandos da EJA.
Os processos de construção de conhecimento e de aprendizagem dos adultos são menos explorados na literatura psicológica do que àqueles referentes às crianças e adolescentes.
A exemplo dos professores entrevistados, temos, as características da linguagem e do pensamento do aluno jovem e adulto, onde o jovem em mais falante aberto a discussões, fala muita gírias. À medida que vão entrando na fase adulta, vão tornando-se mais calados, envergonhados, evitando ao máximo a exposição de sua oralidade, entretanto, no geral o pensamento é de evoluir em todos os aspectos: social, cultural, financeiro.
As pessoas humanas mantêm um bom nível de competência cognitiva até uma idade avançada, que podem sofrer influência de alguns fatores, como: o nível de saúde, o nível educativo e cultural, a experiência profissional e o tônus vital da pessoa (sua motivação, seu bem-estar psicológico,...). (Palacios)

Na reflexão dos professores entrevistados, ficou evidente, que enfrentar o cansaço, no caso daqueles que trabalham, manter-se concentrados nas aulas e, no cotidiano, encontrar um bom emprego, são as maiores dificuldades dos alunos jovens e adultos em sala de aula e no cotidiano de sua vida. Além destas, ocorre também dificuldades como condições financeiras, alimentação, horário definido para ir à escola (muitas vezes as empresas não liberam).
Todos estes fatores dificultam o aprendizado dos conteúdos propostos pelo professor. Ainda, podemos grifar a falta de interesse pelos estudos por parte dos mais jovens, o jovem tem o pensamento mais momentâneo quer terminar logo de uma vez para "se livrar" dessa obrigação.

O adulto que se incorpora a EJA está inserido no mundo do trabalho e das relações interpessoais de um modo diferente daquela da criança e do adolescente. Em sua caminhada, traz consigo experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo externo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas; experiências essas que não devem ser desperdiçadas no processo de aprendizagem na educação de jovens e adultos, onde as habilidades e dificuldades possam ser trabalhadas de forma mais consciente e pedagógica.

Para incluirmos estes jovens e adultos no processo de aprendizagem se faz necessária uma adequação da escola com currículos, programas e métodos de ensino diferenciados que atendam às necessidades cognitivas, psicológicas e culturais dessa clientela escolar.

A maioria dos professores entrevistados enfatizou que o relacionamento professor - aluno é um aspecto de suma relevância no processo de aprendizagem, seguindo-se por sua vez, de um planejamento bem elaborado das aulas para que satisfaçam os interesses de todos e ainda da revisão de algumas políticas públicas.

Os altos índices de evasão e repetência nos programas de educação de jovens e adultos indicam falta de sintonia entre escola e alunos, além dos fatores de ordem socioeconômica que impedem dos alunos se dedicarem plenamente ao programa. Além disso, a escola funciona com base em regras específicas e com linguagem particular que deve ser conhecida por aqueles que estão envolvidos no processo.

A escola voltada à educação de jovens e adultos é um local de confronto de culturas, de interação social e um encontro de singularidades. Propõe a atender a um público ao qual foi negado o direito à educação durante a infância e/ou adolescência seja pela oferta irregular de vagas, seja pelas inadequações do sistema de ensino ou pelas condições socioeconômicas desfavoráveis.


CONCLUINDO:
Considerar a heterogeneidade desse público, quais seus interesses, suas identidades, suas preocupações, necessidades, expectativas em relação à escola, suas habilidades, suas vivências, torna-se de suma importância para a construção de uma proposta pedagógica que considere suas especificidades. É fundamental perceber quem é esse sujeito com o qual lidamos para que os conteúdos a serem trabalhados façam sentido, tenham significado, sejam elementos concretos na sua formação, instrumentalizando-o para uma intervenção significativa na sua realidade. É muito importante que o professor esteja atento à utilização dos dados que demonstrem os interesses dos alunos, para desenvolver suas atividades de forma mais significativa.

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set./Out./Nove./Dez. 1999, n. 12, p. 59-73.

Planejamento um Dia de Aula

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL

A) Etapa de Ensino:2º Ano ensino Fundamental
B) Temática focalizada: A escola como um espaço de valorização do indivíduo e de respeito às diferenças.
C) Justificativa (da temática escolhida): Valorização das diferenças.

D) Roteiro das atividades:
1) Leitura
2) Produção textual
3) Jogo
4) Sistematização

E) Descrição das atividades:
1) Leitura:

Contação de história


Literatura Infantil : UM REINO TODO QUADRADO de Caio Riter
Imagine um reino todo certinho, onde tudo é quadrado e azul. Quem não é azul-quadrado é quadrado-azul. Tudo na mais perfeita ordem.
O povo é obediente e trabalhador, como o soberano gosta:
Nada de questionamentos ou contestações. Até que um dia nasce uma criança diferente - não é quadrada, muito menos azul. Nasceu Redondo-vermelho. Diferente, foi à biblioteca descobrir um jeito de transcender aquele reino chatinho, só de quadrado e azul.

1.2) Organização da turma: sentados no chão em círculo

1.3) Organização dos materiais:

1.4) Desenvolvimento: A professora conta a história mostrando as ilustrações do livro.
2) Produção textual
2.1) Objetivo: incentivar o senso crítico do aluno.
2.2) Organização da turma: Em grupos de cinco alunos após ouvir a leitura discutir a frase Como é "quadrado" ser igual! O legal é ser diferente!
2.3) Organização dos materiais: juntar as classes, cadernos lápis e borracha
2.4) desenvolvimento: fazer um relato das diferentes opiniões para após serem lidas ao grande grupo.
3) Jogo:
Quebra –cabeça Tangran Quebra cabeça formado por apenas sete peças com as quais é possível criar e montar cerca de 1700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros. As regras desse jogo consistem em usar as sete peças em qualquer montagem colocando-as lado a lado sem sobreposição.

3.1) Objetivo: Tem como objetivo trabalhar a identificação, comparação, descrição, classificação e desenho de formas geométricas planas.

3.2) Organização da turma: trabalho individual

3.3) Organização dos materiais: Folhas com o desenho do quadrado e sua linhas


tesoura, cola, papel pardo .

3.4) Desenvolvimento: O aluno recebe a folha xerocada com o quadrado e suas linhas. Recorta-as.


No primeiro momento os alunos brincam livremente com as peças, passado alguns momentos, o professor solicita que os alunos montem o quadrado inicial, pede para que criem algumas figuras significativas


e após oferece algumas idéias de figuras para que eles sigam e possam construir com suas peças.


Durante todo esse processo, a criança precisa analisar as propriedades das peças do tangram e da figura que se quer construir, se detendo ora no todo de cada figura.

Confecção de um mural coletivo com as figuras identificando o aluno e o que representa a figura para o aluno.




4) Sistematização:

Pesquisar e escrever novas palavras a partir das figuras criadas e a partir da letra inicial de uma ou mais figuras expostas mural coletivo, buscando ampliar o vocabulário da criança e valorizar suas tentativas de escrita, desenvolver a criatividade do aluno,

REFERÊNCIAS:

TRINDADE, Iole Maria Faviero Trindade. Não há como alfabetizar sem método?
Power Point - Alfabetizações e alfabetismos /letramentos: revisando leituras anteriores e a produção de um planejamento de aula.

RITER, Caio. Um reino todo quadrado, ilustração Rosinha Campos. 1.ed.-São Paulo:Paulinas, 2007( Coleção magia das letras e cores)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Narrativa de Aluno

Os alunos do segundo ano tiveram hora do conto na biblioteca.
Na volta à sala de aula perguntei quem saberia contar a história e vários disseram que saberiam. Fizemos um sorteio e a aluna Kéthlen, foi a sorteada.


RESENHA:
O grande rabanete
Vovô plantou um rabanete na horta. Mas o rabanete cresceu tanto, que ele não conseguia arrancá-lo da terra. Chamou então a vovó, mas ainda assim não tiveram sucesso. E veio a neta, o Totó, o gato... e nada! O rabanete era grande mesmo! Até que chamaram o rato e... plop! — o rabanete saiu da terra. O ratinho ficou muito convencido, achando que a façanha era dele.



Narrativa da aluna:
O vovô foi planta um rabanete na horta. E passou uns dias e cada vez mais ia crescendo o rabanete. Daí um dia chego, e o vovô queria pega o rabanete pra eles come. Daí o vô não conseguia pega o rabanete puxando. Daí o vô chamou a vó e aí a vó ficou agarrada no vô e o vô agarrado no rabanete. Daí não deu pra puxar também. Daí a vó chamou a neta, daí a neta ficou grudada na vó, a vó ficou grudada no vô e o vô grudado no rabanete. E depois também não dava, não dava, não dava, nunca saia o rabanete. Daí a neta chamou o totó. Aí o totó veio, aí o totó veio, daí o totó ficou agarrado na neta, a neta ficou agarrada na vó, a vô agarrada no vô e o vô agarrado no rabanete. Aí não dava pra puxar, que nem sempre. Aí o ooo, aí o totó chamou o gato e o gato foi. E também não dava pra puxa. Aí o gato chamou o rato e daí saiu o rabanete. Aí o rato disse -Eu sou o mais forte! Só que não era porque quanto mais pessoas melhor. E fim.
Ao construir narrativas, a criança brinca com a realidade e encontra um jeito próprio de lidar com ela.


Trabalho com a oralidade diariamente. Já houve uma grande evolução em relação à oralidade de meus alunos comparado ao início do ano, eles estão mais seguros e também noto que as histórias contadas por eles estão mais cheias de detalhes. A oralidade junto com o contato da leitura e da escrita tem papel importante no processo de letramento, pois nessa interação a criança vai construindo a sua fala, e a sua relação com o mundo.

Nestes últimos meses tenho contado uma história por dia como abertura das aulas. Chamo do momento ao deleite. Eles ouvem atentamente, reproduzem, fazem dramatizações, etc.

Lamentavelmente observo que no decorrer dos anos, nós professores vamos impedindo que os alunos se manifestem. Observo as quartas e quintas séries na minha escola e o que vejo são fileiras de alunos complemente mudos. Sinceramente não gostaria que meus alunos passassem por isso, pois são maravilhosos em sua oralidade, conseguem fazer criticas, transmitem exatamente o que foi contado, gostam de ler contar e escrever. Encontro alunos que passaram por mim e estes me dizem -Como tenho saudades das tuas aulas! Sinto-me de certa forma triste ao ouvir isso. Pergunto-me trabalhamos tanto a leitura a oralidade e a interpretação então, porque vão passando os anos e os alunos vão ficando sem a mínima capacidade de argumentar, de criticar e contrapor suas idéias? Já não é hora de revermos nossas práticas. Porque a maioria dos alunos ainda vão muito mal nas redações, quando prestam vestibular? Onde está aquela capacidade imaginosa e criativa que eles apresentam nas primeiras séries?

REFERÊNCIAS:

Vídeo: “Pensamento Infantil - A narrativa da criança”. Revista Nova Escola.
http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/pensamento-infantil-narrativa-crianca-489339.shtml .
O Grande Rabanete TATIANA BELINKY Editora: Moderna, Ano: 2002

segunda-feira, 19 de outubro de 2009