domingo, 18 de abril de 2010

Jornal Não é Só Para Gente Grande



Quando nos propomos a investigar a leitura e a escrita no contexto escolar, é necessário considerarmos que, nesse ambiente, a criança vai se constituindo como leitor e escritor, a partir de sua interação com o outro.

Trazer o JORNAL à sala de aula, para o manuseio e conhecimento, desperta no estudante a apreciação de outro gênero de leitura. Esse material pode ser um instrumento para a contextualização e construção do conhecimento, formação de leitores críticos, atentos, questionadores e reflexivos, permitindo o fortalecimento da cidadania.

Relato de Experiência:
Aproveitando alguns jornais velhos recebidos pela escola, levei-os para sala de aula e os distribui entre os vinte e cinco alunos da minha turma do 2ºAno, de forma que cada um recebesse um exemplar. As crianças envolveram-se em grande estilo: folheando, observando, lendo, enfim, partilhando com os colegas aquilo que mais lhes chamou atenção. O interesse maior foi pelo suplemento Infantil que vinha junto ao exemplar de sábado. Deste dia em diante, todas as segundas-feiras,a nossa leitura deleite passou a ser, o suplemento infantil Sininho. É um material muito rico com inúmeras informações, curiosidades, práticas, receitas, entrevistas, etc.

No último dia 15/04 visitamos a Redação do jornal VS, em São Leopoldo,fomos muito bem recebidos pela coordenadora Rosana Sperotto.As crianças ficaram maravilhadas com o que viram. Foram entrevistadas, serviram de modelo para prática de trabalhos manuais, foram fotografadas, e ainda por cima, saíram com um exemplar do jornal com o Suplemento infantil.






O suplemento infantil do Jornal Vale dos Sinos – Sininho, como recurso didático dentro da sala de aula, assumiu um compromisso com a promoção da diversidade, e estimulou os pequenos leitores a uma visão crítica dos meios de comunicação.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Refletindo Sobre a Primeira Semana de Estágio

Este é o momento da reflexão crítica sobre a prática, momento fundamental na minha formação como educadora.

Sabemos que com o passar dos anos adquirimos algumas “manias, no meu caso já se foram dezenove anos, tudo parece fácil e obvio na rotina, nos tornamos ingênuos. Perdemos com os anos, o hábito de registrar, o hábito de refletir, o hábito de criticar, sobre nossa atuação, já não nos cabe mais a rigorosidade metódica que caracteriza a curiosidade epistemológica.

Somente através de uma grande “reciclagem” oferecida no curso de graduação, podemos nos transformar.

Chegada a hora da prática, de registrar tudo o que realizamos, aí é que vemos o quanto é difícil. O lado positivo é que transcorrida a primeira semana de estágio reconheço que é pensando criticamente sobre a prática desses dias é que posso melhorar a próxima prática.

Quanto mais me assumo como estou sendo, percebendo as razões de ser, mais me torno capaz de mudar. Tudo é uma questão de superação.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

AVALIAÇÃO DIGNÓSTICA DA TURMA

Considero de suma importância, fazer uma avaliação diagnóstica da turma a fim de ter em mãos maior visibilidade da realidade da mesma no início de cada ano letivo, para que possa partir para um planejamento. Desta forma, posso saber quais as capacidades esperadas para o ano do ensino fundamental que está sendo trabalhado; os desempenhos observáveis nos alunos em termos de capacidades mais globais e mais específicas bem como, as possíveis metas propostas para continuidade do processo.

Assim tenho condições de classificar a turmas em três níveis de desempenho nas capacidades avaliadas, quais sejam:

Nível 1 - capacidades ainda não desenvolvidas,
Nível 2 - capacidades em desenvolvimento ( domínio parcial )
Nível 3 - capacidades já desenvolvidas pelos alunos.

Segue minha sugestão a qual foi concluída no final da segunda semana de aula como modelo de avaliação diagnóstica levando em conta o desempenho dos 25 alunos do segundo ano do ensino fundamental:


DANDO INÍCIO À PRÁTICA PEDAGÓGICA

Em minha prática pedagógica, atuando numa turma de segundo ano do ensino fundamental, nas próximas postagens focalizarei os processos de alfabetização e letramento como objetivo de reflexão, e, especialmente tendo como meta de ações e intervenções pedagógicas abrangendo todas as áreas de conteúdos curriculares sem perder de vista a amplitude que a avaliação formativa deve assumir.

Nas práticas pedagógicas pelos atuais Parâmetros Curriculares a produção de instrumentos de avaliação tem levado em consideração várias dimensões ou eixos do conhecimento:

a) Conceituais: capacidades para operar com símbolos, imagens, idéias ou representações em função das áreas do conhecimento, contempladas na proposta curricular:
b) Procedimentais; desempenhos que indicam um nível “saber fazer”, ou seja, , a apropriação de instrumentos e equipamentos relacionados à aquisição da escrita e da leitura:
c) Atitudinais: comportamentos que expressam apreciações e incorporação de valores, normas, hábitos e atitudes relacionadas à organização do trabalho escolar e à socialização, expressa nas interações com professores, co os pares e com grupos em geral.

Referências:
(BRASIL,MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais. 1ª a 4ª séries. Brasília, 1997).

PARA REFLETIR

O educador é a pessoa que ama as crianças, mas para ser um educador, não basta amar as crianças é preciso ter vontade de ensinar o mundo às crianças. Primeiro porque o mundo é muito divertido e as crianças ficarão elegres em aprender e em segundo lugar porque é preciso aprender o mundo para poder viver.

"O aprendido é o que fica depois que o esquecimento fez seu trabalho."
Rubens Alves

quinta-feira, 25 de março de 2010

Educador a melhor das Profissões


Sou advogada formada e atuante, muitas pessoas não sabem e as que passam a saber, me questionam dos motivos que me levam a continuar atuando como educadora de séries iniciais ou, como faço para conciliar as duas profissões.

Respondo que ambas as profissões exigem respeito, responsabilidade, dedicação, planejamento ... Todavia, o magistério me dá motivos especiais para continuar atuante. Senão vejamos:

Em que outra profissão poderias pôr laços no cabelo, fazer penteados inovadores e ver um desfile de moda todas as manhãs?

Onde te diriam todos os dias “És linda”?!!!

Em que outro trabalho te abraçariam para te dizerem o quanto te querem?

Em que outro lado te esquecerias das tuas tristezas para atender a tanto joelho esfolado, e coração afligido?

Onde receberias mais flores?

Onde mais poderias iniciar na escrita,
uma mãozinha que, quem sabe, um dia poderá escrever um livro?

Em que outro lugar receberias de presente um sorriso como este?

Em que outro lugar te fariam um retrato grátis através de um desenho?

Em que outro lugar as tuas palavras causariam tanta admiração?

Em que trabalho te receberiam de braços abertos depois de teres faltado um dia?
Onde poderias aprofundar os teus conhecimentos sobre bichos da seda, caracóis, formigas e borboletas?

Em que outro lugar derramarias lágrimas por ter que terminar um ano de relações tão felizes?


Sinto-me GRANDE

Trabalhando com pequenos

sábado, 20 de março de 2010

VIII SEMESTRE

Damos início este penúltimo semestre do curso de Pedagogia, a hora é chegada. Hora de provarmos que tudo que aprendemos valeu à pena. É a hora de pormos em prática nossos novos conhecimentos.

O momento é unir a experiência, a teoria, a prática, muita dedicação, afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico e, acima de tudo, o amor que temos pela profissão.

Vale lembrar as palavras do ilustre Paulo Freire:
“Lidamos com gente e não com coisas.”



Ser educador nos dias de hoje
Raquel Martins

Os nossos meninos não são os de antes…
Trocaram os brinquedos de madeira pelos sofisticados
brinquedos de luz e som, que só com o simples toque numa
tecla fazem aparecer o mundo fantástico da eletrônica.

As educadoras não são as de antes…
Fotocopiam, ampliam, colam papéis de texturas maravilhosas,
e reconstroem pegadas de animais pré-históricos só com o
simples ato de misturar água e gesso…

Mas há coisas que não mudam, que o tempo e os anos
respeitam… O olhar de uma criança de mão dada com o/a
seu/sua educador(a) e o contato silencioso, caloroso,
são sinais entranhados de um código único,
de um sentimento profundo de amizade.

Uma criança e o/a seu/sua educador(a)…são capazes de tudo.
Podem passar horas juntos escutando cantigas, resolvendo
problemas com carícias e pauzinhos ou simplesmente brincar
com a imaginação. Podem fazer as maiores invenções e tentar
salvar o mundo plantando uma árvore.

Não são as crianças de antes…
As educadoras e os educadores não são os de antes…
O mundo não é o de antes...

Mas há coisas que não mudam, a capacidade de
deslumbramento, a força da natureza, o olhar de uma
criança e o carinho de um(a) educador(a)
que se entrega sem condições, dia-a-dia,
que sonham e trabalham juntos por um mundo
melhor, com um código único, eterno, poderoso,
indestrutível: o de uma profunda amizade.