
Theodor Wiesengrund Adorno (1901-1969), filósofo, sociólogo e musicólogo. Nasceu na Alemanha na cidade de Frankfurt, onde se destacou como membro da famosa Escola de Frankfurt. Devido à perseguição aos judeus viveu exilado por alguns anos.
EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ
Adorno faz um alerta para a sociedade e para os educadores.
É preciso refletir sobre o tipo de ser humano que nosso sistema social está gerando e formando. Somente a reflexão crítica e filosófica pode impedir que as pessoas cheguem a ponto de repetir atrocidades, que sejam devotas e se submetam a ideologias de intolerância de qualquer ordem.
Adorno sugere como solução para evitar que a barbárie se repita que, desde a primeira infância, haja uma educação humanizada, na qual o outro independente de cor, raça, religião, seja respeitado.
Para ser um educador consciente é preciso repensar a realidade educacional, questionar as políticas educacionais embutidas de ideologias impostas como corretas e intocáveis.
Repensar a escola é humanizá-la. Voltá-la para o caminho da cooperação, do diálogo, do entendimento, do apoio a posturas sensatas e conciliatórias. Através das relações interpessoais, que mexem com a emoção e gerando laços afetivos assim se consegue uma ação transformadora e humanizante.
O ideal seria ensinar a “ser” e se “conhecer”, ao invés de ensinar pacotes de conteúdos e conhecimentos, hermeticamente contidos em “programas” pré- fabricados.
Uma sociedade educacional humanizada é aquela que cria vínculos, que valoriza as diferenças e resgata as identidades perdidas. A escola humanizada é solidária, é espaço de socialização, de convivência harmônica e de preservação da vida plena para que Auschwitz nunca mais se repita.


