domingo, 9 de novembro de 2008

Na Proximidade do Final de Semestre


Abro este tópico com muito gosto, pois, estou dando mais um passo para o futuro. Faço parte de uma “Nova alfabetização”, esta virtual, que vem se concretizando, e nesse semestre, com a interação grupal.

A essência da aprendizagem com troca de idéias através de fóruns, do pbwiki, e-mail, e demais ambientes virtuais. Maravilhosas experiências adquiridas neste semestre de curso.

A aprendizagem se dando na interação e colaboração entre as pessoas (conforme afirmam, Paulo Freire, Maturana, Wygotski e outros teóricos) tornando-nos capazes de conviver em harmonia e ampliando as possibilidades de construção de uma aprendizagem mais eficaz, acreditando que o trabalho interdisciplinar é uma estratégia extremamente eficaz, para demonstrar a importância dessa convivência harmoniosa em sociedade.

A autonomia levando cada um a comportar-se em sociedade como indivíduo livre e esclarecido. Aceitando, debatendo, criticando, errando e acertando, corrigindo e sendo corrigido. Isto sim é democracia, a liberdade de opinião.

Uma Universidade dando igual oportunidade a todos os alunos, independentemente do seu contexto social e geográfico.

Viva a Tecnologia, e o Ensino à Distância!!!




István Mészáros - Além do Capital


Em nosso debate educacional, uma nova forma de refletir. Deparamos-nos com a necessidade neste momento se pensar a educação para além do capital e para tanto, somente um grande filósofo como István Mészáros, para nos oferecer suas idéias.

A princípio,o autor faz uma retrospectiva histórica das idéias que orientaram as políticas educacionais no capitalismo. Citando e comentando em seu discurso grandes pensadores que vão de Paracelso a Fidel Castro, passando por John Locke, Adam Smith, Robert Owen, entre outros, mas principalmente recorrendo aos argumentos de Marx e Gramsci.

Os pensamentos destes autores nos ajudam a compreender a realidade da educação brasileira fazendo-nos mais uma vez acreditar na educação como possibilidade de mudança. Reforçando o papel que a educação tem no processo de mudança social. Da mesma forma, procurando demonstrar que a educação, por si só, não é capaz de transformar a sociedade rumo à emancipação social.

István Mészáros, não se limita a discutir conteúdos programáticos das reformas em cursos, mas propõe-se a fazer uma genealogia, ainda que breve, da reforma e da educação. Propõe um debate que nos incita a procurar descobrir os reais motivos e interesses das reformas educacionais.
REFERÊNCIAS:
MÉSZÁROS, Istvan. A educação para além do capital. São Paulo: Bomtempo, 2005. Disponível em: http://resistir.info/meszaros/meszaros_educacao.html

domingo, 2 de novembro de 2008

Cultura de Ter Filhos

Na Interdisciplina de Pcsicologia da Vida Adulta, um novo desafio, realizar um trabalho em grupo, sobre o assunto: Cultura de Ter Filhos e, entre muitas leituras e reflexões encontrei este artigo muito interessante que tratada tragetória da maternidade através dos tempos, do qual passo a fazer um breve resumo .

No passado acreditava-se que a mãe tinha uma função mais biológica que afetiva.

No século XVII, “ a sociedade valorizava o homem, o marido, era normal que a esposa desse prioridade aos interesses deste sobre os do bebê.” (BADINTER, 1985; p. 64). Principalmente entre a burguesia, havia o hábito de deixar a criança na casa das amas.

A criança era considerada um estorvo, os cuidados, a atenção e a fadiga que um bebê representava no lar nem sempre agradava os pais. Muitas crianças morriam nas mãos das amas.

Numerosas perdas de crianças passaram a interessar ao estado se preocupou em salvá-las da morte. "Foi necessária, então, a utilização de muitos argumentos para convencer as mulheres de que era sua vocação – instintiva imaculada e incondicional - SER MÃE. "

No final do século XVIII, idealiza-se o sucesso de uma família fundamentado no amor e já se observa uma mudança nas mentalidades.

"A sobrevivência das crianças agora é prioritária e o abandono do aleitamento é considerado injustiça para com o filho."

A mãe ideal passou a encarregar-se insistentemente de tudo, assumindo sozinha a educação completa dos filhos.

"Ser mãe não deixava tempo livre para a mulher, que se tornou aprisionada no papel de mãe, nos cuidados infantis a que estava obrigada deixar de lado a independência feminina decorrente da recente emancipação do patriarcado."

Nesta fase, mãe ideal conjugaria perfeitamente sexo, estabilidade conjugal e responsabilidade com os filhos.


No contexto histórico do século XX, "mais especificamente das duas grandes guerras observou-se que o recrutamento dos homens para os campos de batalha e determinou a ocupação, por mulheres, de funções anteriormente masculinas."

Esse foi um caminho sem volta, uma vez que à necessidade inicial de assegurar o sustento da família somou-se e seguiu-se um desejo de satisfação pessoal.

"No entanto, a mulher-mãe continuou vivenciando o mito da mãe eternamente abnegada, aquela que é responsável pela felicidade de todos, passando a sofrer conflito e ambigüidade por não conseguir dedicar-se plenamente a sua função de trabalhadora, nem ser uma mãe exemplar."

Atualmente a mãe de dupla jornada é a mulher exerce as funções distintas de subsistência e cuidados com o lar.

"No trabalho, muitas vezes, é obrigada a desenvolver uma atitude convencionalmente masculina para garantir ser tão capaz quanto um homem, enquanto no lar cobra-se uma excelência como dona de casa, capaz de satisfazer com total perfeição os desejos de sua família deseja sem mostrar cansaço."

A rotina diária dessa mulher exige um esforço extra-humano e a percepção de falhas nos papéis determina sentimentos de frustração e culpa.

“Culpada, e de mil formas, por não ser a mãe perfeita dos mitos. Por não fazer tudo pelos filhos,por não saber evitar doenças, ou as notas baixas, por resmungar quando eles acordam a noite ou por reclamar de suas roupas estragadas... Culpada também hoje porque, com toda literatura que explica e aconselha, não temos mais direito de não nos sairmos bem.Essa culpa é a inimiga número um da maternidade feliz. Ela provoca tristeza infinita (e indefinida!) que encontramos com tanta freqüência nas mães jovens.Trata-se, portanto, de um inimigo a abater, imperativamente! É preciso ser uma mãe feliz!” (SERRURIER, 1993; p. 129)

É necessário desacreditar que a "maternidade é superior à paternidade, mas para tal é preciso desmistificar a amor materno inato e tomar o do pré-suposto de que o amor paterno também é semeado, alimentado e aprendido no trato diário com os filhos e que em nada difere, em possibilidade, do amor materno, fazendo-se necessário, então, a família readaptar-se para redistribuir os espaços na criação dos filhos."

Referências:
Julia Gama Tourinho,UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro Artigo:A mãe perfeita: idealização e realidade - Algumas reflexões sobre a maternidade

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

TV X Educação


Tenho uma filha de 12 anos, e desde que ela era pequena que controlo a progamação de televisão que ela vê. Fiz análise dos programas que ela assistia e observei que pouquíssimos programas são culturais na TV aberta, daí a minha opção pelo canal fechado onde a variedade desses programas é bem maior. O assunto escolhido pelo meu grupo TV X Educação, com certeza vai ser motivo de atualização e informação sobre as influências da televisão na educação tanto como mãe, como educadora que sou.

Não é preciso ler as centenas de estudos já publicados a respeito. Qualquer professor ou pai consciente sabe o quanto é difícil dialogar e transmitir valores as crianças superexpostas à telinha.

Pesquisando fiquei sabendo que infelizmente, as crianças brasileiras são as que passam mais tempo ligadas na televisão no planeta. Segundo pesquisa do instituto americano de pesquisas Ipsos, que abrangeu dez países, "são três horas, no mínimo (contra o máximo de duas horas nos demais)".

O Instituto foi além e aferiu outros itens, nos quais o "Brasil foi o pior colocado: 43% das nossas crianças não lêem livros hora alguma; 43% não brincam com amigos; 79% não praticam esportes em equipe. Em conseqüência, crescem com problemas de socialização, mal informadas e absorvendo abusivamente uma programação que apela para o consumo, o erotismo precoce e a violência. Referimo-nos a boa parte do conteúdo da TV aberta, pois TVs por assinatura oferecem rica programação cultural, mas ainda são artigos de luxo por aqui (dos participantes do último Enem, os que possuíam TV por assinatura em casa somaram 14,1 pontos à nota)".

Segundo pesquisa do IBOPE do "fim dos anos 90, 46% dos pais brasileiros não controlam o tempo que os filhos vêem TV, embora 68% admitam que ela influi na formação e 41% que atrapalha a educação, pois afasta-os dos estudos (42%), torna-os indisciplinados (9%), expõem-nos à pornografia (8%) e à violência (13%). Só 25% reconhecem que a TV pode ser também fonte de informações e cultura. Contudo, 57% não se preocupam com o conteúdo da programação".

Ferrés (1996), afirma: “não basta que a criança não fique fisicamente sozinha diante da TV. É necessário que ela não se sinta como espectador, que compartilhe a experiência, que possa dialogar, comparar.” (p.104). A televisão, do ponto de vista educacional, torna-se nociva quando não existe reciprocidade. Os adultos devem saber manter com a criança um diálogo frutífero durante a programação. A TV torna-se nociva quando não se está preparado para assisti-la.

Desde muito cedo, as crianças em idade pré-escolar e que vêem televisão por longo tempo, acostumam-se a “ler” os logotipos dos produtos que as interessam. Hoje em dia, uma criança de quatro anos que vai ao supermercado com os pais, sabe perfeitamente qual o iogurte que deseja beber, e sabe dizer o seu nome. Sabe que aquelas sandálias são da Xuxa ou da Sandy, pois está muito familiarizada com esses rostos na TV. Conhece símbolos de lojas, de mercadorias, enfim sabem “ler” as marcas. São alfabetizadas pelas imagens, através da televisão, sem nenhum professor.

A saída para não perdermos as crianças na escola é falar e fazer falar de TV dentro da sala de aula. O professor pode ajudar a criança, promovendo discussões sobre televisão com os alunos e, sobretudo, com os colegas.
Aprendemos e temos consciência de que nada, a rigor, está pronto e o conhecimento não é dado, hora nenhuma, como algo acabado, terminado. O conhecimento é constituído pela interação do indivíduo com o mundo das relações sociais, enfim, com os meios tecnológicos. Desta maneira, a escola não pode ignorar a influência da mídia.
A escola deve partir da realidade vivida por alunos e professores, ou seja, pela sociedade. É necessário que a educação seja um processo de construção de conhecimento, complementando-se, de um lado os alunos e professores e, de outro lado, os problemas sociais e o conhecimento já adquirido. A sociedade se faz todos os dias, conforme a ciência e a tecnologia progridem.

Desta maneira, para aqueles que realmente querem formar e ver crescer cidadãos, a solução não é apagar a telinha ou mudar o canal. Precisamos refletir sobre as imagens e sobre como elas se refletem sobre outros textos. Precisamos analisar a televisão, juntamente com os usuários da mesma, para impedir que, principalmente a violência, continue sendo tão explorada pela mídia de maneira tão sensacionalista.

Precisamos é discutir mais este assunto, transformar os resultados das conversas em projetos reais, de ensinamento, mais perto da realidade das crianças. Surge aí a relevância da televisão. Além de entender a importância da educação familiar e do ambiente escolar, é preciso que se dimensione o papel desempenhado pela exposição da criança aos estímulos e à influência dos meios de comunicação.

Referências:
http://www.artigos.com/artigos/humanas/educacao/a-televisao-e-a-crianca-2-2805/artigo/

domingo, 21 de setembro de 2008

Tipos de Dominação


O foco do nosso estudo agora está centrado na concepção de Max Weber o que nos permite entender/compreender o mundo estudando os 3 tipos de dominação pura, que poderíamos de forma resumida e sucinta definir como:

A dominação legal é representada pelas leis instituídas e tem na burocracia sua forma mais pura de preservação. Os membros do grupo social não se submetem diretamente a uma pessoa, seu poder é exercido legitimamente pelas regras desta sociedade.

A dominação tradicional se vivifica em virtude da tradição, do direito hereditário e da dignidade da pessoa, geralmente motivada pela fidelidade. Seu tipo mais puro é a dominação patriarcal. A dominação carismática se dá em virtude da devoção afetiva à pessoa, por seu poder de persuasão, sua oratória ou qualquer dote que o coloque como líder. São os tipos mais puros os líderes religiosos, os heróis, etc.

Refletindo sobre os tipos de dominação podemos identificar pessoas do nosso meio, próximo ou distante, que fecham bem com o perfil traçado pelo autor.Levando em conta a rotina do trabalho nas escolas somos bem burocratas e legalistas.Nós enquanto mediadores e intervindo em sala de aula, no processo ensino-aprendizagem, assumimos uma situação e postura de liderança, que evoca o tipo carismático.

Concluindo, o tema dominação é um assunto que permeia todas as sociedades, tanto as que têm um regime democrático ou autoritário. Estudar sobre o assunto foi importante para refletirmos e esse exercício faz com que cada vez mais nos exercitarmos e construirmos uma prática pedagogia a crítica, a autônoma e livre.

Ser Adulto



À luz da Lei, adulto é aquele que é plenamente capaz e considerado responsável por seus atos. Na psicologia é a fase posterior da adolescência. Os desafios são inúmeros e em qualquer atitude a ser tomada deve-se ter muita responsabilidade, respeito pelos sentimentos alheios; perseverança no que se faz; ética nas relações inter-pessoais; honestidade em toda e qualquer situação.Ser adulto é acima de tudo não perder a infância e muito menos a juventude. Levar para a vida toda a beleza invisível de atos e situações aparentemente insignificantes da infância e aceitar desafios, não se deixando esmorecer, se tornando imprescindível sem se considerar um ser supremo, à pedra lapidada por excelência, manter-se em posição humilde em seu dia-a-dia, ter sonhos e garra.Diante do exposto, precisamos ter a consciência de que nossa vida é limitada e que precisa ser bem vivida a cada etapa, a cada momento, a cada história... assim, seremos o porto seguro para onde toda família se dirige a fim de beber o ensinamento de quem vive com dignidade e continua fazendo uma história nobre e que por certo será ouvida durante a sapiência de nossa velhice.

sábado, 23 de agosto de 2008

Módulo 1-Estado, Educação e Política Educacional


Dentro das propostas da disciplina de Organização e Gestão da Educação, uma primeira reflexão com a leitura do artigo de Vera Maria Vidal Peroni, a cerca das políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado construída pela corrente neoliberal em nosso país, e a partir desta, podemos fazer um paralelo entre o que entendemos por conceitos estruturais e o que eles realmente representam sob o ponto de vista da autora.

Na Lei tudo parece perfeito, tudo parece espelhar um país de oportunidades, de respeito e coexistência pacífica de crenças,valores, ideologias: um lugar onde proteção à pessoa se dá de forma plena, da educação à saúde, à cultura, ao lazer pelo acesso garantido à Justiça ou pelo direito à propriedade e a sua função social. Formalmente está garantida a construção de um Estado livre, democrático, fraterno, solidário entre outros elementos dignos e nobres. Entretanto, surge um novo desafio: o de passar da democracia formal para a democracia real, o de fazer com que os princípios constitucionais sejam respeitados e aplicados, que as garantias previstas no texto constitucional e na legislação infraconstitucional saiam do papel e se convertam em direitos concretos, para que o bem-estar da população se dê em todos os níveis sociais e regionais.

Creiamos que estas mudanças, sempre venham, para que haja um equilíbrio, uma equivalência, entre a democracia formal e democracia real. Para tanto, faz-se necessário repensar nossa participação cotidiana, não somente a cada período eleitoral, em nossa sociedade. Ao tomar consciência do seu papel, não apenas o professor, mas todo o cidadão torna-se sujeito de avaliação, controle, aprovação e veto ao governo, deixando no passado uma postura apática frente às demandas que se fazem presentes.